Há muitos anos atrás a escravidão de negros era aceitável em muitas sociedades. Pretos e mestiços eram considerados uma raça inferior, por isso podiam ser retirados de suas famílias, explorados e mortos. Eram definidos como propriedades de seus senhores brancos, que protegidos pela lei, exerciam sua “superioridade” da forma conveniente.

Analisando o cenário, uma pergunta, certamente incômoda para muitos, deve ser feita: A mesma situação de anos e anos atrás, está acontecendo hoje com os animais?

Muitas semelhanças rondam os dois casos, separados apenas pelo tempo e pela mesma defasagem de consciência, dizem os vegetarianos, veganos e defensores da causa animal.

Vacas, galinhas, cordeiros, uma infinidade de espécies têm seus filhos separados, peles arrancadas, liberdade cerceada e suas vidas dirigidas por vontade alheia, sendo usados da forma que seus donos decidem, seja como comida ou mercadoria, também com a estrita permissão da lei.

A isso, muitos chamam de especismo, uma pretensa superioridade que uma espécie crê ter sobre a outra.

Vendo o filme “12 Anos de Escravidão”, achamos um diálogo que pode ajudar na reflexão. Nele, um trabalhador livre, Bass (Brad Pitt) conversa com o Sr. Epps (Michael Fassbender), um fazendeiro escravagista, a respeito das condições dos seus escravos negros e do fato de que talvez seus ‘direitos de propriedade’ baseados na lei não fossem verdades imutáveis.

Com pequenas adaptações (como substituir as palavras escravos/negros x animais) sinalizadas na legenda por parêntesis, tentamos trazer esse diálogo incrível para os dias de hoje e nos perguntamos: Será que temos mesmo direitos sobre os animais? O racismo de antigamente é o especismo de hoje?

 

Quer uma ajudinha para saber mais sobre a questão? Assista “A carne é fraca”


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